Banho de camomila para a Lua Cheia: aprenda ritual para atrair tranquilidade

Nesta segunda-feira, 26 de outubro, a Lua entrou em sua fase Cheia, período associado à intensificação das emoções, à renovação das energias e ao fortalecimento das práticas espirituais. Nesse contexto, o banho de camomila surge como uma opção para quem deseja aliviar a sensação de esgotamento, recuperar a tranquilidade e buscar equilíbrio emocional.

A escolha da camomila está relacionada às características espirituais atribuídas à planta. “A camomila é uma erva doce, é uma erva clara, é uma erva de tranquilidade”, explica Sara Oni, fundadora do Cinzambi. No ritual, cada etapa tem suas próprias orientações, desde a escolha da planta até as palavras pronunciadas durante o preparo.

Banho de camomila para a Lua Cheia

Materiais

  • 1 l de água
  • Camomila em flor (não usar a camomila vendida em sachês)
  • Açúcar
  • 1 tecido branco que nunca tenha sido utilizado

Como fazer

Coloque a água em uma panela e leve ao fogo médio. Quando entrar em ebulição, acrescente aproximadamente sete punhados cheios da erva, retirados com a mão direita. Desligue o fogo, abafe o recipiente e espere até que o líquido fique morno, quase frio.

Coe a mistura no tecido branco. Após, reúna as flores retidas no pano, formando uma trouxinha, e feche com um nó, uma fita branca ou uma linha da mesma cor. Enquanto termina de escorrer, acrescente nove pitadas de açúcar ao líquido, utilizando a mão direita.

Com o recipiente abafado, movimente a mão direita em círculos nove vezes, repetindo a invocação ensinada por Sara Oni: “Eu tenho o poder de realização, eu trago toda a força espiritual a meu favor, o meu espírito agora se acalma, pela força do meu orixá. Axé.”

Para facilitar a concentração, Sara Oni sugere gravar a própria voz recitando a invocação no celular. A gravação pode ser reproduzida durante os movimentos, permitindo acompanhar as palavras e repeti-las em voz baixa sem precisar interromper o preparo para consultar um texto escrito.

O banho deve ser aplicado após a higiene habitual, da cabeça aos pés. Ao terminar, a recomendação é vestir uma roupa clara.

Tigela arredondada de madeira marrom, com textura rústica, cheia de flores secas de camomila em tons de creme, bege e amarelo. À esquerda, há um conjunto de flores brancas com miolos amarelos. Os objetos estão sobre uma mesa de madeira escura, diante de um fundo de tábuas verticais em tons de bege e marrom.
O ritual inclui a devolução das flores à natureza após o período de espera indicado (Imagem: Avocado_studio | Shutterstock)

As flores devem ser devolvidas à terra após 21 dias

O ritual continua depois da aplicação do banho. A trouxinha com as flores deve secar por aproximadamente dois a três dias e, em seguida, ser colocada acima da cabeça, no local onde a pessoa dorme. Segundo Sara Oni, ela pode permanecer no quarto, inclusive em um ambiente de intimidade.

Após 21 dias nesse local, as flores devem ser devolvidas à terra. O procedimento pode ser feito em um vaso de plantas ou em uma praça, abrindo ou cortando o tecido e depositando as flores diretamente na terra.

Por Sara Oni

Fundadora do Cinzambi, religião estabelecida em 2016, que tem como fundamentos a ancestralidade, o culto aos Orixás e a aproximação entre o ser humano e a espiritualidade. A tradição valoriza princípios como respeito, amor, disciplina, liberdade e responsabilidade, além da chamada “fé no hoje”, que destaca a importância de viver a espiritualidade no presente.

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Mônika Leão

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Ney Casanova