Dia Internacional do Idoso: como envelhecer com mais saúde?

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1990, o Dia Internacional do Idoso, comemorado anualmente em 1º de outubro, busca conscientizar a sociedade sobre a importância de valorizar e proteger os idosos, mas também pode ser um convite para olhar para o envelhecimento com mais carinho e cuidado.

É nesse contexto que a geriatria ganha espaço. Embora a especialidade médica ainda seja frequentemente associada ao atendimento de pessoas idosas, o acompanhamento pode começar por volta dos 50 anos, com foco na prevenção e na manutenção da qualidade de vida ao longo dos anos.

“Além de ser o médico do idoso, o geriatra também é o médico que lida com o envelhecer. Geralmente, recomendamos o início do seguimento para a população 50+. No entanto, qualquer adulto interessado em envelhecer de forma saudável pode se beneficiar deste suporte”, afirma o geriatra Dr. Vinicius Altomani, do Hospital Santa Catarina – Paulista.

A avaliação geriátrica é ampla e vai além da análise de sintomas pontuais, uma vez que considera aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais do paciente. O especialista explica que a assistência geriátrica inclui desde medicina preventiva até o controle de doenças prevalentes com o avanço da idade, assim como a revisão do uso de medicamentos, a fim de garantir o resultado mais eficaz para cada caso e evitar excessos e tratamentos desnecessários.

Envelhecendo com mais saúde

Entre os pilares do envelhecimento saudável, estão alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção das relações interpessoais e acompanhamento médico preventivo. Segundo o Dr. Vinicius Altomani, hábitos simples ainda são os mais importantes.

“O envelhecimento ativo está ligado, antes de mais nada, a um estilo de vida. Muitas vezes as pessoas procuram soluções rápidas, como suplementos vitamínicos, mas têm dificuldade em manter uma boa alimentação e uma rotina benéfica”, destaca.

Foto e uma profissional de saúde sorridente consultando o peito de um homem idoso com um estetoscópio durante uma consulta
A avaliação periódica individualizada contribui para identificar precocemente fatores de risco e prevenir complicações futuras (Imagem: fizkes | Shutterstock)

Sinal amarelo: hora de buscar ajuda

No dia a dia, sinais como cansaço frequente, falta de disposição, dificuldade para realizar pequenos esforços, alterações de peso sem causa aparente e sono inadequado podem indicar a necessidade de rever costumes diários e buscar orientação médica.

A avaliação periódica individualizada permite a atualização do histórico do paciente, o que contribui para identificar precocemente fatores de risco e prevenir complicações futuras, com estratégias para apoiar a manutenção da saúde e bem-estar.

Por Nadja Cortes

Mônika Leão

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