História no Enem: veja como turbinar os estudos e melhorar o desempenho

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais de 5,5 milhões de pessoas se inscreveram para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026. Com as provas marcadas para os dias 8 e 15 de novembro, a organização da rotina de estudos se torna ainda mais importante. Para quem ainda precisa revisar os conteúdos de História, adotar algumas estratégias pode ajudar a direcionar melhor a preparação e aproveitar o tempo disponível até a avaliação.

Em alusão ao Dia do Historiador, celebrado em 19 de agosto, a autora de História, Filosofia e Sociologia do Sistema de Ensino pH, Ana Paula Aguiar, lista orientações para quem está se preparando para o exame. Segundo a especialista, a disciplina é cobrada de forma cada vez mais analítica, exigindo interpretação e capacidade de relacionar acontecimentos históricos com questões contemporâneas.

A seguir, confira 5 dicas essenciais para estudar História e melhorar o desempenho no Enem!

1. Revise os temas que mais caem na prova

É essencial que o estudante priorize os conteúdos mais recorrentes no exame, como Brasil Colonial, Primeira República, Era Vargas, Ditadura Civil-Militar e História Pública. “Já em História Geral, vale reforçar Revolução Francesa, Revolução Industrial, Imperialismo, Guerras Mundiais e Guerra Fria”, comenta Ana Paula Aguiar.

2. Entenda os processos históricos, não apenas as datas

O Enem valoriza a capacidade de analisar causas, consequências e relações entre acontecimentos históricos, em vez da simples memorização de datas e nomes. “Entender o contexto é muito mais importante do que memorizar datas. Quando o estudante compreende os processos históricos, ele consegue interpretar documentos, estabelecer relações entre diferentes períodos e responder questões inéditas com muito mais segurança”, destaca.

3. Treine a interpretação de documentos e imagens

Para Ana Paula Aguiar, saber interpretar documentos e imagens é essencial para o bom desempenho na prova. “É comum que a prova apresente fotografias, mapas, charges, gráficos e textos históricos. Antes de responder, identifique quem produziu a fonte, em qual contexto ela foi criada e qual mensagem transmite”, explica.

Uma jovem de óculos e cabelo preso estuda sentada à mesa. Ela segura uma caneta e escreve em uma folha de papel, com um livro aberto à sua frente. Sobre a mesa, há um tablet apoiado em um suporte rosa, um porta-canetas roxo, uma pilha de livros de estudo, um estojo rosa e um celular.
Entender as raízes históricas dos acontecimentos atuais pode ajudar na resolução das questões do Enem (Imagem: Ira.foto.2024 | Shutterstock)

4. Faça conexões entre História e atualidades

Questões sobre democracia, direitos humanos, racismo, mudanças climáticas, conflitos internacionais e desigualdades sociais costumam dialogar com conteúdos históricos. “Relacionar passado e presente é uma habilidade bastante cobrada”, comenta.

As questões costumam avaliar a capacidade do estudante de interpretar contextos, estabelecer relações entre diferentes períodos e reconhecer mudanças e permanências históricas. “A prova parte do princípio de que compreender o presente exige conhecer os processos históricos que o constituíram. O objetivo não é cobrar fatos recentes, mas verificar se o estudante consegue identificar suas raízes históricas e compreender como determinados processos se desenvolveram ao longo do tempo”, afirma Ana Paula Aguiar.

5. Aposte em revisões frequentes e resolução de questões

Monte uma rotina que combine estudo, revisões periódicas e exercícios de provas anteriores. “Essa prática ajuda a identificar padrões do Enem e fortalece a compreensão dos conteúdos”, comenta a autora. Ela também ressalta que resolver questões regularmente permite ao estudante compreender melhor a forma como os conteúdos são cobrados e desenvolver as habilidades necessárias para o Enem.

Por Tiago Loiola

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