Sabia que o beija-flor consegue ficar parado no ar? Veja outras curiosidades sobre a ave

Os beija-flores são pequenas aves da família Trochilidae, facilmente reconhecidas pelo voo ágil, pelo bico geralmente alongado e pelo hábito de visitar flores em busca de néctar. Também chamados de colibris, eles estão presentes exclusivamente nas Américas e ocupam ambientes bastante variados, desde florestas tropicais até regiões montanhosas. Existem centenas de espécies, com diferenças de tamanho, coloração, formato do bico e comportamento.

Apesar do tamanho reduzido, os beija-flores possuem características que os tornam algumas das aves mais interessantes da natureza. Abaixo, conheça algumas curiosidades sobre esses animais!

1. Conseguem ficar parados no ar

Uma das características mais impressionantes do beija-flor é a capacidade de permanecer praticamente imóvel no ar enquanto se alimenta. Isso acontece porque suas asas conseguem gerar força tanto no movimento para baixo quanto no movimento para cima. Assim,a ave sustenta o próprio corpo sem precisar pousar na flor para alcançar o néctar, facilitando o acesso a flores delicadas ou posicionadas de maneiras que dificultariam o pouso.

2. Podem voar para trás

Além de permanecer no mesmo ponto durante o voo, os beija-flores conseguem se deslocar para trás, algo bastante incomum entre as aves. A habilidade está relacionada à estrutura das asas e à maneira como elas são movimentadas, permitindo mudanças rápidas de direção. Isso é especialmente útil durante a alimentação, pois o animal consegue se afastar de uma flor sem precisar virar completamente o corpo.

3. Batem as asas em alta velocidade

O rápido movimento das asas é responsável pelo conhecido zumbido produzido durante o voo, característica que inspirou o nome dessas aves em diferentes idiomas. A frequência das batidas varia conforme a espécie e a situação, podendo chegar a dezenas de movimentos por segundo durante o voo normal e ultrapassar 200 em determinados mergulhos. Essa velocidade permite sustentar o voo estacionário e realizar mudanças repentinas de direção.

4. O coração pode bater mais de mil vez por minuto

Para fornecer oxigênio e nutrientes aos músculos durante uma atividade tão intensa, o organismo do beija-flor funciona em ritmo acelerado. No beija-flor-de-garganta-rubi (Archilochus colubris), por exemplo, o coração pode passar de 1.200 batimentos por minuto durante o voo. Quando está em repouso, a frequência diminui consideravelmente. Em comparação, o coração humano em repouso bate cerca de 60 a 100 vezes. Esse funcionamento está associado ao metabolismo extremamente elevado dessas pequenas aves e ajuda a explicar por que elas precisam se alimentar tantas vezes.

Imagem de uma beija-flor sugando o néctar de uma flor vermelha e laranja
Embora o néctar da flor forneça a maior parte da energia do beija-flor, essa ave também se alimenta de pequenos insetos e aranhas (Imagem: nature4348 | Shutterstock)

5. Não se alimentam somente de néctar

Embora sejam conhecidos principalmente por visitar flores, os beija-flores não vivem apenas de néctar. O líquido açucarado fornece boa parte da energia necessária para manter o metabolismo acelerado, mas apresenta baixo teor de proteínas. Para complementar a alimentação, essas aves também consomem pequenos insetos e aranhas. Algumas espécies capturam insetos durante o voo, enquanto outras retiram pequenos animais de folhas e outras partes das plantas.

6. São importantes polinizadores

Enquanto introduz o bico e a língua nas flores para alcançar o néctar, o beija-flor pode entrar em contato com os órgãos reprodutivos da planta. Nesse processo, grãos de pólen ficam presos às penas e são transportados para outras flores visitadas posteriormente. Dessa maneira, a ave contribui para a polinização e, consequentemente, para a reprodução de diferentes espécies vegetais.

7. Algumas espécies realizam longas migrações

O tamanho pequeno não impede determinadas espéciesde percorrer distâncias impressionantes. O beija-flor-de-garganta-rubi, por exemplo, consegue atravessar o Golfo do México durante sua migração, permanecendo muitas horas em voo contínuo. Antes da viagem, a ave acumula reservas de gordura que servirão como fonte de energia durante o percurso.

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Mônika Leão

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Ney Casanova